Ômicron: o que já sabemos

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OMS identifica uma nova variante de preocupação do Sars-CoV-2, a Ômicron. Veja o que já sabemos a respeito.

No dia 26/11/21, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou como “variante de preocupação” a nova variante do Sars-Cov-2, vírus causador da covid-19, batizada de Ômicron. Identificada pela primeira vez na África do Sul, a variante acendeu o alerta no mundo, já que os dados preliminares, segundo a OMS, sugerem que ela pode infectar mais rapidamente.

O que chama a atenção é o fato de que a Ômicron tem cerca de 50 mutações, mais de 30 na proteína spike do vírus, estrutura que, grosso modo, conecta o micro-organismo à célula do hospedeiro para assim invadir o organismo e iniciar a infecção. Há suspeitas, ainda em investigação, de que essas mutações fariam com que a variante adentrasse as células ou escapasse dos anticorpos com mais eficiência.

Outro motivo de apreensão é que ainda não se sabe se a Ômicron pode “escapar” das vacinas atuais e, em caso positivo, em qual proporção, mas os laboratórios que produzem os imunizantes já estão se preparando para adaptá-los, caso isso se torne necessário.

Principais Dúvidas

A nova variante causa sintomas mais graves?

Até o momento, não há evidências de que a Ômicron cause doença mais grave. Dados preliminares sugerem taxas crescentes de hospitalizações na África do Sul, mas como apenas pouco mais de 24% da população do país estão vacinadas, não se sabe se o aumento de internações está relacionado à nova variante.

A Ômicron é mais transmissível?

De acordo com a OMS, há alguma evidência de que a variante possa infectar com mais rapidez. Segundo o dr. Croda, como ela se tornou predominante na África do Sul em pouco tempo, ela deve ser mais transmissível, mas são necessários mais estudos epidemiológicos para termos certeza.

Qual a eficácia das vacinas contra a Ômicron?

A OMS está trabalhando junto aos laboratórios e técnicos para determinar se os imunizantes atuais sofrerão alguma queda de proteção. No entanto, as vacinas devem continuar protegendo contra hospitalizações e óbitos.

Quem já teve covid-19 pode ser reinfectado pela Ômicron?

Ainda não há dados consolidados a respeito, mas segundo a OMS, pode haver um risco aumentado de reinfecção com a Ômicron, em relação a outras variantes de preocupação.

Os testes são eficientes para detectar a infecção pela Ômicron?

Os testes de PCR são eficazes para detectar a infecção pela variante.

As medidas de prevenção continuam valendo?

Segundo a OMS e os especialistas, as medidas como vacinação, uso de máscara e distanciamento social continuam protegendo contra a infecção por todas as variantes do Sars-CoV-2.

Fonte: drauziovarella.uol.com.br

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